Angina e Infarto

A angina é definida como dor ou desconforto torácico, podendo irradiar para membros superiores, geralmente decorrente da obstrução por placas de colesterol dos vasos que irrigam o coração. A diferença para o infarto é que nesse ocorre lesão do tecido cardíaco e morte celular enquanto na angina não.

O diagnóstico, tanto de angina quanto de infarto, é realizado através de exames laboratoriais e com o uso de alguns exames complementares como eletrocardiograma (ECG), teste ergométrico, cintilografia miocárdica e cateterismo cardíaco.

O tratamento pode ser feito apenas com o uso de medicações ou associado a procedimentos como angioplastia coronariana (procedimento no qual o vaso responsável pela angina ou infarto é desobstruído) ou cirurgia de revascularização miocárdica (ponte de safena, ponte mamária).

Fontes: Diretriz de Doença Coronária Estável e Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST (II Edição, 2007) – Atualização 2013

Dislipidemia (“Colesterol Alto”)

A dislipidemia é uma condição clínica popularmente conhecida como colesterol alto.

Sua importância reside no fato de que níveis elevados de colesterol podem levar a formação de placas de gordura na parede dos vasos e com isso elevar o risco de eventos cardiovasculares como infarto e AVC.

A dislipidemia pode ser primária quando tem origem genética, ou secundária quando é decorrente de um estilo de vida inadequado (mais comum).

As principais causas de dislipidemia secundária são diabetes, obesidade, tabagismo, etilismo e sedentarismo.

A importância para a prevenção, diagnóstico e tratamento precoce se deve principalmente a relação dislipidemia com eventos cardiovasculares como AVC e infarto.

O diagnóstico da dislipidemia é realizado através de exames de sangue, laboratoriais, em jejum.

O tratamento é feito com mudanças no estilo de vida como prática de exercícios físicos, dieta, perda de peso, abandono do tabagismo e do etilismo e com o uso de medicações.

Fonte: Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2017

Hipertensão Arterial (“Pressão Alta”)

A hipertensão arterial é definida como a elevação persistente dos níveis de pressão.

É uma condição clínica comum, que chega a atingir um percentual de 20% a 40% da população.

Vários fatores de risco são conhecidos para aparecimento da hipertensão arterial como idade, consumo de sal e álcool, sedentarismo, obesidade entre outros.

A importância para a prevenção, diagnóstico e tratamento precoce se deve principalmente a relação da hipertensão arterial com eventos como morte súbita, AVC, infarto e doenças renais. No Brasil, cerca de 50% das mortes por doença cardiovascular, que é a principal causa de morte no país, tem relação direta ou indireta com a hipertensão arterial.

O diagnóstico da hipertensão arterial é geralmente rápido e simples, sendo feito durante uma consulta e com o uso de alguns exames complementares.

O tratamento é feito com mudanças no estilo de vida como prática de exercícios físicos, dieta, perda de peso, abandono do tabagismo e com o uso de medicações.

Fonte: 7° Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial

Insuficiência Cardíaca (“Coração Crescido”)

A insuficiência cardíaca é definida como a incapacidade do coração bombear adequadamente o sangue para o corpo.

Vários fatores de risco são conhecidos para aparecimento da insuficiência cardíaca como hipertensão arterial, consumo excessivo de álcool, infarto entre outros.

Os principais sintomas relacionados a insuficiência cardíaca são cansaço, falta de ar para realizar as atividades habituais, inchaço nas pernas e piora do cansaço ao deitar.

O diagnóstico da insuficiência cardíaca é geralmente rápido e simples, sendo feito durante uma consulta e com o uso de alguns exames complementares.

O tratamento é feito com mudanças no estilo de vida como dieta, perda de peso, abandono do tabagismo e etilismo, controle da hipertensão e com o uso de medicações.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia